2008/08/30

Benfiquices

Benfica 1 - 1 FCPorto

Mais um triste desempenho... :(
Onde estão as tão prometidas vitórias? Ao menos não perderam, mas dois empates "quando já é a sério" não é um início promissor...

2008/08/27

Smile


Descobri que o meu sorriso me provoca rugas. Nos olhos, nas bochechas, na alma. Acordei um dia e estava assim, de tanto rir, de tanto sorrir, fiquei marcada, e marquei. Gostava de ser uma personagem animada, uma heroína guerreira que tem uma magia e toque únicos, sem pesar tudo o que ficou para trás, eternamente divinal, sem uma mancha ou pintura desbotada no desenho pintado com um perfeccionismo ímpar. No início do meu segundo quarto de século os sulcos que me assombram ao espelho vincar-se-ão com a ausência de muito daquilo que outrora esperei para mim, e quero ainda alcançar. O sorriso faz agora parte de quem eu sou, seja como escudo protector ou abertura de uma fortaleza bem guardada, que me habituei a manter em qualquer ocasião. Se me provoca traços e fantasmas indesejados... que seja sempre por este motivo.


2008/08/21

Veni, Vidi, Vici



Como é? Viemos aqui fazer o quê? Ah... ganhar o ouro! É assim! (A qualquer hora do dia, independentemente dos adversários e do tipo de competição que se prefere). Parabéns!

2008/08/16

...



O Escape não voltou, mas sentiu...

(15/08 - dia em que eu e os meus primos fomos os líderes por momentos de um concurso de tiro ao alvo, com pressão de ar... valeu-nos o treino às laranjas quando éramos mais novos. Perdemos por falta de comparência nos momentos finais)

2008/08/12

...


Para que todos os viciados percam o vício, para que ninguém me procure apenas nas palavras que aqui vou escrevendo (porque tenho um tlm para quem quiser realmente), para que um dia tudo mude, o Escape será suspenso até próxima deliberação da soberana de Magalópolis. É tempo de abrir as asas, sacudir o pó e voltar a voar. Até breve.

Caminho para o Jardim VI

Levantou-se de um só salto, como se o caminho ardesse, impossível de aguentar já, debaixo das suas raízes demasiado cansadas. Era forte, mas ainda não tinha maturidade suficiente para ser o mais sensato possível, e desatou a correr, tentando deixar a batidas suspeitas o rumo da sua história. Esqueceu o que lhe haviam ensinado, esqueceu quanto esperavam dele, que fosse grande, e único, melhor até, e meteu-se pelo caminho que, aos poucos, se tornou escuro e doentio, perdendo a cada passo a visibilidade. Naquele instante percebeu o quanto tinha errado, mas não havia nada a fazer. De repente, como se a morte o assombrasse, escorrega e sente-se impotente na queda cujo final temia, tentando agarrar-se freneticamente às falésias do precipício.
Com os olhos fechados, pálpebras inquietas, Rigel sofria o maior pesadelo que tinha tido naquela aventura até hoje. Uma questão agora surgia na sua mente, invadida por flashes de toda uma existência e luta constante: Conseguiria sobreviver?

Etiquetas:

2008/08/11

Momento OST


A banda sonora dos dias decisivos.

...

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. Diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o
cunho vernáculo de um vocábulo.
Abaixo os puristas

Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de excepção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora
de si mesmo
De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário
do amante exemplar com cem modelos de cartas
e as diferentes maneiras de agradar às mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira

2008/08/08

Desabafo

O Público dá aos seus leitores online, em cada notícia, a possibilidade de opinarem livremente sobre o assunto tratado. Concordo com a liberdade de expressão, saudando o jornal pela iniciativa. Mas por favor, extremismos ou xenofobias, por favor, divulguem-nos noutro local, pelos blogs, onde podem divagar sobre as maiores tolices que quiserem (como eu própria faço), sem mancharem as páginas de um jornal que, para mim, é realmente de referência. Hoje li, por acaso, os comentários de duas notícias que me deixaram francamente impressionada.

Logo pela manhã, dado que foi a grande notícia de ontem, abri o site para saber como tinha ficado o assalto/sequestro ontem na dependência do BES. Dois jovens assaltantes, um morto pelo grupo de operações especiais e um ferido, reféns ilesos mas muita tensão, normal para uma situação daquelas, aparato policial, cautela na informação dada aos jornalistas, uma notícia normal, imparcial, como deve ser. Referida também foi a nacionalidade dos jovens, brasileiros, o que desde logo despoleta nos mais extremistas rangidos contidos ou “pensam que isto é como no país deles” sussurados entre dentes, para si mesmos. Sei que assim é, sempre será e por mais que não concorde, cada um tem direito de se deitar com os ódios que quiser na cabeça. Irrita-me é ler no Público, de leitores do dito jornal que teria como inteligentes, comentários que extravasam em muito estes murmúrios ditos em surdina, para se coadunarem com máximas de partidos de extrema direita, generalizando o ódio à imigração, que "deve ser recambiada para o país de origem", e proferindo generalizações mais repugnantes que de momento prefiro nem citar. E daqueles que ainda há dois dias assaltaram idosos em aldeias do Portugal profundo (cujo nome não me recordo, mas não interessa porque isto é frequente), levando todo o dinheiro que tinham, deixando-os na miséria, ninguém fala?! De facto não tinham uma arma apontada, mas não será a fome, à qual ficam remetidos, igualmente grave, apesar de menos óbvia e mais demorada?! E tantos outros casos de criminalidade armada, nocturna ou diurna, de norte a sul do país, nos quais nenhum estrangeiro participa?! Ah, pois, são portugueses… o que fazemos com eles então? Mandamo-los exactamente para onde? Será a prisão suficiente? Já não sei, se outros merecem a morte e a extradição, como tratamos “os nossos”? Enfim… Eu fui sequestrada por dois brasileiros e olhem, cruxifiquem-me então por me ter metido meses depois com um compatriota desses “terroristas”. Estranhamente pareceu-me honesto, digno e excelente pessoa, melhor do que a maioria dos portugueses, como os há em todas as nacionalidades!

A segunda prende-se muito com a minha tendência e sei que pode ferir a susceptibilidade de muita gente, mas, perante a notícia de um detido em Guantânamo, enojaram-me as exaltações bacocas aos EUA. Sou adepta da democracia, no seu estado mais puro, seja essa apenas uma meta a alcançar numa sociedade mais justa, quer não. Democracia real, não aquela que existe nos EUA onde as condições sociais que sustêm as eleições são muito diferentes e estas nem sempre são claras, onde os jornalistas foram "aconselhados" a tratar sempre Saddam de "Evil" ou algo semelhante que não consigo precisar, mas que passou nos jornais há uns anos. Elogiarem o comportamento na sua “missão democrática”, esquecendo totalmente os interesses que estão realmente por trás de invasões no Iraque e afins, é demasiado banal e, francamente, está ultrapassado. Dizer que os EUA é o país onde todo e qualquer imigrante se sente realmente integrado como li hoje, após ter algumas noções das grandes distinções sociais entre grupos, essencialmente baseada na (im)possibilidade de chegar a um emprego condigno ou não, dos contratos precários que beneficiam o grande capital privado,do deficiente sistema de saúde que ao fim e ao cabo é bom para quem? Ah, para o que detém o capital e quem é esse, quem é? Todos, independentemente de cor, credo ou país de origem? Hmmm, não me parece, mas quem sou eu para afirmar o que quer que seja?
Se considerarmos os direitos humanos como algo inerente e universal, então todos os humanos, por o serem, estão abrangidos, sendo os que os violam igualmente culpados e condenados. Em Guantânamo, e noutros casos, vários, já sabemos que são efectivamente esquecidos esses direitos, mesmo por aqueles que ratificaram a DUDH. São prisioneiros de guerra, mesmo que seja uma guerra não convencional?! Então leiam a III Convenção de Genebra Relativa a Prisioneiros de Guerra, e já agora, todas as declarações do Direito Internacional Humanitário, e vejam o que é ser humano. São inocentes torturados até à confissão?! Ah esqueci-me, isso é um mito urbano, têm razão. Sobre o Plano Marshall ser uma acção de bom samaritano, que também li hoje… francamente, acham que se a Europa não fosse o maior comprador dos produtos dos EUA, se não fosse preciso a Europa estar bem economicamente para incrementar igualmente a economia desse país que levou um arrombo com a guerra cá deste lado e com a perda de possibilidade económica dos “grandes” europeus, se não fosse preciso afastar a influência soviética para suster o tentáculo que faz crescer os EUA, acham mesmo que teriam elaborado um plano tão “benemérito”?! Mais uma vez, não sou ninguém, mas custa-me um bocadinho acreditar.

Poderia estar aqui a escrever e contra-argumentar frases, palavras e opiniões com as quais discordo profundamente, chegando algumas a arrepiar-me de repúdio. Mas enfim… Quem sou eu? Ninguém.

Etiquetas:

Boa sorte!

Não posso deixar de desejar boa sorte e de estar, até dia 24, com os 78 atletas que se deslocaram a Pequim para os Jogos Olímpicos 2008, cuja lista, com modalidade, se poderá ver aqui.
Que todos atinjam as suas metas!

...

Nós temos cinco sentidos:
são dois pares e meio de asas.

- Como quereis o equilíbrio?
David Mourão-Ferreira

Benfiquices

Empates e derrotas, nenhuma vitória, não impedem os benfiquistas entrevistados de acreditar que será a nosso favor, sem dúvida, o resultado do próximo jogo (contra o Feyenoord, sábado, às 20:45, na Luz). Mesmo estando completamente adormecidos acreditam que “quando começar a contar é que começamos a ganhar!”, demonstrando o optimismo típico (e essencial!) de todo o bom benfiquista, esquecendo rapidamente o passado e olhando positivamente para o futuro. Aja jogos para vencer e estamos bem, o que lá foi, lá foi!

2008/08/07

...



Hj acordei com esta...

2008/08/06

...

Se receoso se turba na alta noite
teu peito em flor,
ao sentires um hálito em teus lábios,
abrasador,
lembra-te que invisível ao teu lado
respiro eu.
Gustavo Adolfo Bécquer

2008/08/05

:)

Caminhava calmamente, passou uma estrela cadente assim,
do nada e distraída, Rigel desejou-a por mim.

Happiness OST


Here I give you my phone number
When you worry call me
I make you happy :)

Caminho para o Jardim V

Dias passados a sobreviver sozinho, Rigel continuava verde e vigoroso. O jardineiro esmerou-se naquela plantinha e agora todo esse carinho dava frutos. À sua volta, outras como ele já haviam sucumbido às oscilações de temperatura e nebulosidade que a falta do jardineiro agravava, mas esse não era o seu caso. Guardava demasiado bem as provisões reunidas e as memórias de um tempo ao qual não queria apenas voltar, mas perpetuar. Não era o passado que o tornava forte, mas a meta do presente, e o futuro...
-- Como acontece com todos os heróis que se prezem, minha cara.
-- Ah diz bem, sua excelência, perdido por aqui hoje?
-- Mesmo o mais valente guerreiro precisa de um tempo de reflexão e descanso. Se quiseres saber, no meu sonho ando sereno, estou parado naquele bosque que já conheces, sentado numa pedra amaciada pelo tempo, na qual consigo ganhar coragem para enfrentar o que vier. Tenho consciência dos olhares que sobre mim pesam diariamente, como disseste, mas não me incomodam. Sei que esperam muito de mim, que eu não tome o caminho errado e estão prontos a socorrer-me caso tenha de seguir o percurso abismal, no negro doentio do Munch, que é muito pior do que aquilo que foste dizendo nas tuas divagações anteriores pela minha aventura. Os olhares são por isso até de certa forma apaziguadores, a segurança que preciso para continuar neste caminho sem voltar atrás (até porque voltar já não é algo que possa equacionar), mas sem fugir pelos atalhos de saída escondidos no meio da vegetação e que se abrirão em caso de cobardia tal. E eu não sou cobarde! Não posso ser, mesmo a aguentar sozinho, desafiei-me, agora tenho de provar a força com que me semearam, e a persistência com que me cuidaram. Sentei-me então durante uns momentos, e assim me encontro, dando à paciência do tempo e ao sabor doce e calmo da brisa, que levantou por momentos todos os aromas do lugar onde norte e sul se encontram e hemisférios são um só, espaço para cuidarem de mim, da minha alma.
-- Pareces hoje muito mais maduro do que da primeira vez que falámos, gosto de ver.
Rigel esboçou naquele instante o primeiro sorriso sereno e calmo, distante do frenesim de uma paixão louca, efémera, gargalhadas eufóricas que eram presença em anteriores conversas. Os olhos brilhavam, sem perder o dinamismo e alegria que sempre teve, mas com uma paz de quem sabia o que era e o que queria. Rigel tornara-se num segundo apenas, o adulto que me fitava, a planta que, aos meus olhos, sabia onde ir, mesmo sem saber se conseguiria ou como lá chegar. Isso naquele momento não interessava. Amadurecera sem se perder, e fosse qual fosse o futuro, a consciência de si ninguém lha tiraria, nem todos os Munchs do planeta.
Ficámos assim, os dois, quietos, tranquilos, aguardando e desejando silenciosamente, saboreando cada minuto na calma daquele estar.


Etiquetas:

2008/08/04

Citações

And even if he wakes you up every day by sneezing right in your face, well you love his sneezes more than anyone else's kisses.

2 Days in Paris

2008/08/03

Ri-te, Macambúzio!



:) Adoro esta pub!

CPC II

Mariza na Expofacic
As famosas Tripas de Aveiro. Mhami!

Etiquetas:

2008/08/02

Rei Snooze e Magalópolis firmam parceria

Digo com todas as letras e sei que várias pessoas me subscrevem sem pensar muito: Bendita a pessoa que inventou o snooze! Não há nada de mais essencial para uma manhã sem rabugice, sem maus-humores, como aqueles cinco minutinhos (que muitas vezes se estendem para bem mais) de preguicinha, na cama, aproveitados da melhor forma possível. Quer seja para uns abracinhos sentidos antes de ir para o trabalho, para pensar na roupa que se vai levar ou meramente para dormitar num último soninho que sabe tão bem, o snooze trouxe um novo humor, uma nova ligação com o despertador, que deixou de ser imperioso para se tornar tão flexível quanto desejemos. Eu não acordo num dia de trabalho (e admito, em qualquer dia em que tenha um horário matinal a cumprir) sem carregar no “repetir” ou “suspender”, especialmente apreciado para uns primeiros câlins do dia, perfeitamente encaixada. Sem o snooze, não saio da cama! :)

Etiquetas: