2008/04/20

Quando o Amor se esquece de voltar...

Sente-se um frio a percorrer todos os poros da pele que se tenta, em vão, aquecer. O sangue corre lentamente e passa-se a ser um lagarto escamoso, imóvel ao choque. Por dentro os tremores tomam conta do corpo já cansado e esgotado de pensar o adeus, olhos envidraçam como num dia de chuva e frio, com a ausência do calor humano. Cai-se no poço fundo do tempo que parou, perde-se o sono e a vontade de se sentir a brisa do Mar que ficou para trás, nas costas que se viraram à luz do primeiro relâmpago, de quem já não pode ouvir o trovão. De quem não poderá continuar a mergulhar o Mar inseguro, que está à espera, falso, para o engolir fatalmente.

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